Entenda quando o plano de saúde ou o SUS tem obrigação de fornecer a bomba de insulina para pacientes diabéticos, quais são os critérios e como agir em caso de negativa.
A bomba de insulina (infusão subcutânea contínua de insulina — ISCI) é um dispositivo médico que proporciona melhor controle glicêmico para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 e, em casos selecionados, tipo 2. Para muitos pacientes, ela representa a diferença entre um controle inadequado da glicemia, com complicações graves, e uma vida com qualidade.
O custo do dispositivo e dos suprimentos é elevado, e a negativa de cobertura pelo plano ou pelo SUS é comum — e, em muitos casos, contestável judicialmente.
A bomba de insulina é indicada pela endocrinologia/diabetologia quando o paciente apresenta:
A bomba de insulina e seus suprimentos (set de infusão, reservatórios, sensores para monitoramento contínuo quando associados) podem constar no Rol de Procedimentos da ANS. Quando o dispositivo está previsto no Rol ou quando o médico indica como necessidade não substituível, o plano pode ser obrigado a cobrir com base em:
"O plano não pode negar cobertura de dispositivo médico essencial ao controle de doença crônica grave, quando há indicação médica fundamentada e o tratamento convencional se mostrou insuficiente."
— Posição aplicada pelos tribunais brasileiros
O SUS disponibiliza a bomba de insulina por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) em alguns estados, com critérios específicos. Para verificar a disponibilidade:
Quando o SUS não oferece o dispositivo no estado, é possível ingressar com ação judicial contra o Estado para obrigar o fornecimento.
Tanto o plano quanto o gestor público devem fornecer a negativa por escrito com justificativa.
A ANS pode determinar cobertura imediata quando a negativa é abusiva.
Contra o plano de saúde na Justiça Estadual ou contra o Estado na Justiça Federal. A tutela de urgência pode determinar o fornecimento imediato quando há risco à saúde.
O controle adequado do diabetes é questão de saúde e qualidade de vida. A bomba de insulina, quando indicada pelo especialista como a melhor alternativa para o paciente, não pode ser negada por mero critério de custo. A lei e a jurisprudência brasileira protegem o acesso ao tratamento adequado para doenças crônicas.
A Dra. Gersiane Dias avalia seu caso e busca a cobertura que você precisa.
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